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	<title>Senta, toma um café e me ouve</title>
	<link>http://karlacorrea.my1blog.com</link>
	<description>O seu Novo Blog no My1blog.com</description>
	<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 21:02:35 +0000</pubDate>
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		<title>Entre razões e emoções, os dois</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 21:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karlatitude</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[&#160;
Estive t&#227;o ocupada durante estes dias que me faltou tempo para escrever. Escrevo n&#227;o por obriga&#231;&#227;o, na verdade n&#227;o sei o que faria se tivesse uma coluna di&#225;ria em um jornal, deixo minha admira&#231;&#227;o ao professor Vicente Serejo, entretanto, nada como escrever quando se tem vontade, escrever por prazer. Prazer, palavra moderna, em nome dela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;<br />
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Estive t&atilde;o ocupada durante estes dias que me faltou tempo para escrever. Escrevo n&atilde;o por obriga&ccedil;&atilde;o, na verdade n&atilde;o sei o que faria se tivesse uma coluna di&aacute;ria em um jornal, deixo minha admira&ccedil;&atilde;o ao professor Vicente Serejo, entretanto, nada como escrever quando se tem vontade, escrever por prazer. Prazer, palavra moderna, em nome dela o homem do s&eacute;culo XXI abriu m&atilde;o de seus princ&iacute;pios, das conven&ccedil;&otilde;es sociais e de preciosidades como a amizade e o amor. Amor, palavra antiga, mas rara em nossos dias, n&atilde;o por n&atilde;o ser menciona, de t&atilde;o mencionada j&aacute; foi at&eacute; banalizada, mas por ser pouco vivenciada, pois amor, nem sempre traz consigo prazer, muito pelo contr&aacute;rio. &ldquo;O amor tudo sofre, tudo cr&ecirc;, tudo espera, tudo suporta&rdquo;, amor n&atilde;o &eacute; s&oacute; emo&ccedil;&atilde;o ou romantismo, &eacute; decis&atilde;o, &eacute; entrega, &eacute; verdade.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">&ldquo;Entre raz&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es a sa&iacute;da &eacute; fazer valer pena&rdquo;, grita a banda de rock juvenil, Honor&eacute; de Balzac escreveu dizendo que as pessoas que resolvem coisas do cora&ccedil;&atilde;o com a raz&atilde;o s&atilde;o med&iacute;ocres. Entre Di Ferrero e Balzac, 200 anos de dist&acirc;ncia, entretanto, n&atilde;o importa a &eacute;poca, a pessoa, a origem, sempre existir&aacute; o momento em que estaremos entre a raz&atilde;o e a emo&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o estou aqui pra te dar respostas, s&oacute; voc&ecirc; sabe que caminho escolher, pois cada caminho possui seus sabores e dessabores, quanto a mim, eu abro m&atilde;o do prazer para amar, sabendo que amar n&atilde;o &eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o e sim um verbo, cuja a&ccedil;&atilde;o independe das circunst&acirc;ncias. Eu amo voc&ecirc;, &eacute; muito mais racional do que a gente imagina.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Racional porque n&atilde;o se ama apenas com palavras, ou atitudes rom&acirc;nticas. Uma m&atilde;e ama o filho na hora em que abre m&atilde;o do seu corpo escultural, de suas noites de sono; na hora em que prioriza o rebento em detrimento de seu prazer pessoal. Um amigo ama o outro na hora em que n&atilde;o faz exig&ecirc;ncias, nas liga&ccedil;&otilde;es despretensiosas, nos conselhos e no respeito em aceitar que apesar da sua opini&atilde;o a decis&atilde;o pertence ao outro. Deus &eacute; amor, e provou isso. Ele n&atilde;o apenas falou ou escreveu, Ele abriu m&atilde;o do que tinha de mais precioso e sofreu com isso. Uma pessoa ama quando o seu prazer est&aacute; no prazer do outro.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Apesar de falar sobre o amor h&aacute; tr&ecirc;s par&aacute;grafos, confesso que teorizar sobre o assunto &eacute; bem mais f&aacute;cil que execut&aacute;-lo. O nosso amor normalmente n&atilde;o &eacute; incondicional, estamos sempre com nossos olhos fitos em n&oacute;s mesmos, o que nos impede de experimentarmos o amor de Cor&iacute;ntios 13, t&atilde;o aclamado em celebra&ccedil;&otilde;es de boda. Mas como imaginar um amor paciente, benigno, sem ci&uacute;mes, sem brigas, que n&atilde;o busca seus interesses? Um amor que se alegra com a justi&ccedil;a e com verdade, que tudo sofre, cr&ecirc;, espera e suporta? Voc&ecirc; conhece algum amor assim? J&aacute; se sentiu amado dessa forma? J&aacute; amou desse jeito? Os ego&iacute;stas nunca vivenciar&atilde;o esse amor, os narcisistas tamb&eacute;m n&atilde;o, os orgulhosos, os soberbos, os mentirosos, os fracos, n&atilde;o conseguir&atilde;o amar assim. Esse tipo de amor pertence aos nobres.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Os fracos preferem o div&oacute;rcio, usam o email ao inv&eacute;s do tradicional olho no olho, eles desistem diante do gigante e n&atilde;o aceitam as mudan&ccedil;as que o amor traz, por isso, preferem os relacionamentos abertos, o &ldquo;morar junto pra v&ecirc; se d&aacute; certo&rdquo;, as paix&otilde;es ef&ecirc;meras, a impessoalidade. Ceder? Jamais. Os fracos t&ecirc;m medo do amor. Medo de perder o controle, medo de sofrer, de chorar, de sentir dor. Coragem &eacute; virtude dos que amam. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Entre raz&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es? Escolhi os dois. Entre amizade e amor, amo o amigo e sou amiga do amante. Descubra o prazer no sorriso no outro, que esse far&aacute; esfor&ccedil;os pra te v&ecirc; sorrindo. Conjugue o verbo amar no presente, pois aqueles que o conjugam no passado morrer&atilde;o de arrependimento. Se for preciso, use o imperativo, lembrando que esse tempo verbal s&oacute; cabe a voc&ecirc; mesmo, pois &eacute; tempo perdido exigir o amor de algu&eacute;m. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font size="2"><br /> </font></p>
<p class="western" align="center"><font face="Arial, sans-serif" size="2"><em><strong>Karla Correa</strong></em></font></p>
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		<title>Companhia indesejável</title>
		<link>http://karlacorrea.my1blog.com/2008/07/25/companhia-indesejavel/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 21:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karlatitude</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[&#160;
Uma das conquistas provenientes da &#8220;maturidade&#8221; &#233; aprender a estar sozinha e ao mesmo tempo feliz. N&#227;o que n&#227;o seja bom ter algu&#233;m pra conversar, rir e compartilhar a vida, mas &#233; preciso encontrar o lado bom de estar em sua pr&#243;pria companhia. Sozinha, eu decido que programa assistir, posso acampar na sala, sujar quantos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;<br />
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Uma das conquistas provenientes da &ldquo;maturidade&rdquo; &eacute; aprender a estar sozinha e ao mesmo tempo feliz. N&atilde;o que n&atilde;o seja bom ter algu&eacute;m pra conversar, rir e compartilhar a vida, mas &eacute; preciso encontrar o lado bom de estar em sua pr&oacute;pria companhia. Sozinha, eu decido que programa assistir, posso acampar na sala, sujar quantos copos eu quiser, espalhar roupas e sapatos por toda a casa. Sozinha, a gente pode se permitir. Por que tudo tem que estar sempre no seu devido lugar? Se sou eu que vou conviver com o caos, que haja luz quando eu decidir. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Entretanto, faz pouco, eu descobri que n&atilde;o estive de todo sozinha esta semana, e pude reconhecer o que minha m&atilde;e sempre cansou de falar. Meu cachorrinho &eacute; uma companhia e tanto. Ele n&atilde;o saiu de perto de mim um segundo. Esteve sempre pedindo um pouquinho da minha comida, dormindo enquanto eu assistia tv, mas sempre dando um jeitinho de estar virado em minha dire&ccedil;&atilde;o, pois eu poderia necessitar de algum socorro. Na hora de dormir ele se aconchegava perto dos meus p&eacute;s e nem reclamava dos chutes que levara durante a noite. Para ficar feliz bastava uma voltinha no quarteir&atilde;o onde ele podia evacuar e cheirar todos os postes, port&otilde;es, muros, &aacute;rvores e carros que estivessem no caminho. Ah! ra&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o podia faltar, ele aprendeu a protestar arrastando a vasilha pela casa, acho que esse deve ser o piquete do mundo dos cachorros, uma gra&ccedil;a. De pr&ecirc;mio ele ganhou um dia no sal&atilde;o de beleza e uma gravatinha do Piu-Piu, um charme.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Tudo corria maravilhosamente bem quando recebi uma visita inesperada e completamente indesej&aacute;vel. Florinda chegou sem avisar nem pedir licen&ccedil;a, ent&atilde;o pensei, &eacute; muita petul&acirc;ncia! Mas imaginei que aquela seria apenas uma visita de rotina e que logo ela iria procurar o seu rumo. Um engano! Ela resolveu aparecer todos os dias e nas horas mais impr&oacute;prias. Com o tempo sua presen&ccedil;a ficava cada vez mais insuport&aacute;vel, comecei a perguntar a colegas o que eu deveria fazer com aquela h&oacute;spede intrusa. Foi quando eu tomei um susto, a m&atilde;e de uma amiga minha disse que o pr&oacute;ximo passo de Florinda seria morar no vaso sanit&aacute;rio e na hora &ldquo;H&rdquo; pular na minha&#8230; da&iacute; bateu o desespero, cheguei em casa decidida a acabar com aquela fulana remanescente das pragas do Egito. Esquentei &aacute;gua e quando j&aacute; estava decidida a acabar com a vida daquela mo&ccedil;a ela conseguiu fugir. Ufa! Ainda bem, ela entendeu o recado e percebeu que eu n&atilde;o estava para brincadeiras. Mas a verdade &eacute; que Florinda passou a morar atr&aacute;s do espelho e todos os dias ela devia falar, espelho, espelho meu, existe um ser mais asqueroso do que eu? A resposta eu mesma dava, N&Atilde;O! </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Florinda tem olhos negros e grandes, corpo esbelto e bem definido, se fosse para Pequim disputaria a prova de salto &agrave; dist&acirc;ncia, se fosse morar num circo seria uma contorcionista. Mas nem Olimp&iacute;adas, nem Cirque du Soleil, a danada continuava ali, me afrontando todos os dias. Eu fui aprendendo a conviver, a gente se acostuma com tudo nessa vida, n&atilde;o &eacute; mesmo? Ela no seu quadrado e eu no meu, claro. Quanto eu entrava, ela saia, quando eu saia ela devia fazer a festa. Quando eu recebia visitas avisava: cuidado com a Florinda! Foi quando apareceu um representante do Greenpeace, ou talvez fosse um funcion&aacute;rio do Ibama, um guarda florestal, ou um agente protetor das pererecas indefesas, sei l&aacute;. S&oacute; sei que Florinda n&atilde;o resistiu aos encantos do rapaz e foi com ele. E o pior, sem se despedir, nem pedir desculpas pelo transtorno, nada! Ele a tomou nos bra&ccedil;os e os dois se foram.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif" size="2">Florinda teve um final feliz e final feliz me lembra Cinderela, Encantada, Branca de Neve&#8230; contos infantis sempre t&ecirc;m finais felizes. A vida real &eacute; bem diferente, mas na verdades todos estamos em busca desse &ldquo;e viveram felizes para sempre&rdquo;, e &eacute; bom que seja assim, n&atilde;o podemos desistir do nosso final feliz, apesar de ficar sozinha ter o seu lado bom, o tal felizes para sempre &eacute; no plural. Eu lembro o quanto fiquei triste quando aquela bela mo&ccedil;a comeu a ma&ccedil;&atilde; envenenada e agora s&oacute; acordaria com o beijo do amor de sua vida, mas cara, aquela ma&ccedil;&atilde; seria a solu&ccedil;&atilde;o dos meus problemas. J&aacute; pensou dormir, esperar e s&oacute; acordar com o beijo do verdadeiro amor? Branca de Neve n&atilde;o teve d&uacute;vidas, quando acordou sabia que aquele era o homem da sua vida. Na vida real a gente tenta, investe, sonha e nem sempre o final feliz chega, mas ele vai chegar. Se voc&ecirc; n&atilde;o estiver esperando cavalo branco, olhos azuis, romantismo e abd&ocirc;men definido, eu garanto, vai chegar! E se a d&uacute;vida surgir, liga pro Pitts e pede um milkshake sabor ma&ccedil;a envenenada.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font size="2"><br /> </font></p>
<p class="western" align="justify"><font size="2"><br /> </font></p>
<p class="western" align="center"><font face="Arial, sans-serif" size="2"><em><strong>Karla Correa</strong></em></font></p>
<p class="western" align="justify"> </p>
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		<title>Meus 25 anos</title>
		<link>http://karlacorrea.my1blog.com/2008/07/22/meus-25-anos/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 21:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karlatitude</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[&#160;
Existem imagens que mesmo com o passar dos anos n&#227;o saem da nossa mente. Infelizmente n&#227;o sei explicar porque n&#227;o conseguimos lembrar de coisas significativas do nosso passado, mas outras, aparentemente sem import&#226;ncia, permanecem guardadas em nossa mem&#243;ria. Na minha inf&#226;ncia estudei na escola Gua-ra-ra-pes, lembro-me de como foi complicado aprender a escrever esse nome, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;<br />
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Existem imagens que mesmo com o passar dos anos n&atilde;o saem da nossa mente. Infelizmente n&atilde;o sei explicar porque n&atilde;o conseguimos lembrar de coisas significativas do nosso passado, mas outras, aparentemente sem import&acirc;ncia, permanecem guardadas em nossa mem&oacute;ria. Na minha inf&acirc;ncia estudei na escola Gua-ra-ra-pes, lembro-me de como foi complicado aprender a escrever esse nome, era uma &oacute;tima escola, e eu sempre fui uma excelente aluna. Estudei l&aacute; durante sete anos, vivi momentos maravilhosos, outros de muita dor. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Pular el&aacute;stico na hora do intervalo, era bom. Nunca ter dinheiro para comprar o lanche e n&atilde;o poder participar das excurs&otilde;es, era p&eacute;ssimo. Receber elogios dos professores e o boletim da 4&ordf; s&eacute;ria com nota 10 em todos os bimestres, foi formid&aacute;vel. Ainda teve os amigos que fiz, mas que n&atilde;o permaneceram&#8230; recordo-me de muitas coisas, esqueci-me de muitas outras, entretanto, uma informa&ccedil;&atilde;o eu n&atilde;o esqueci. Em uma das aulas, com alguma professora, em algum livro, estava escrito: a faixa et&aacute;ria correspondente a juventude se encerra aos 25 anos.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">No auge dos meus 10 anos de idade pensei: ainda tenho muito tempo pela frente, mas no fundo sabia que minha vida s&oacute; teria sentido enquanto fosse jovem. Ao me aproximar dos 25 percebi que pouca coisa iria mudar, eu j&aacute; tinha tantas responsabilidades, o que poderia ficar diferente? Tinha a sensa&ccedil;&atilde;o de que sempre seria a mesma menina, muitas vezes ing&ecirc;nua, impulsiva, que falara sem pensar, que n&atilde;o se importava em falar alto, em cair no ch&atilde;o de tanto rir, de brincar&#8230; Finalmente cheguei aos 25 e como imaginei, nada mudou. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Agora, em meados dos 26, percebo que talvez aquele livro, talvez aquela professora, quisessem dizer que sempre chega um momento nas nossas vidas em que &eacute; necess&aacute;rio amadurecer, e isso pode ocorrer aos 25 ou at&eacute; aos 40, 50, 60 anos, &eacute; uma quest&atilde;o muito pessoal. A verdade &eacute; que no decorrer do processo iremos nos deparar com situa&ccedil;&otilde;es que nos exigir&atilde;o uma outra postura. Comigo aconteceu h&aacute; pelo menos um m&ecirc;s. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Diante de uma situa&ccedil;&atilde;o de extrema press&atilde;o agi como se tivesse aqueles 10 anos de idade. Nada que pudesse surpreender, pois foi uma rea&ccedil;&atilde;o bem caracter&iacute;stica da minha pessoa, a diferen&ccedil;a foi que dessa vez n&atilde;o aceitaram aquela velha desculpa: &ldquo;ela &eacute; muito jovem ainda, tem muito o que aprender&rdquo;. Pra falar a verdade, nem eu acreditei que eu ainda pudesse reagir t&atilde;o impulsivamente a essa altura da vida. Ent&atilde;o percebi que havia chegado a hora. Hora de parar e refletir sobre esse momento p&oacute;s-juventude que acabar&aacute; de entrar. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Participaram do processo pessoas, livros e situa&ccedil;&otilde;es. Eu mergulhei em busca de uma Karla p&oacute;s-25, uma nova pessoa, ou seria &ldquo;velha&rdquo; pessoa?, enfim, precisava me reencontrar. Nessa busca aprendi coisas fant&aacute;sticas. O livro &ldquo;Perdas e Ganhos&rdquo; me ensinou a beleza da velhice, amadurecer &eacute; muito bom e tr&aacute;s bem menos sofrimento. J&aacute; com &ldquo;A &Uacute;ltima Grande Li&ccedil;&atilde;o&rdquo;, aprendi que a vida &eacute; boa demais, &eacute; preciso descomplic&aacute;-la. Em &ldquo;Marley y Eu&rdquo;, me acabei de chorar com a hist&oacute;ria de um c&atilde;ozinho que esbanjava vivacidade. &ldquo;O Poder da Gratid&atilde;o&rdquo; n&atilde;o consegui terminar de ler, ele tem um perfil t&iacute;pico de auto-ajuda, com dicas e receitas que &eacute; um saco, mas contribuiu para eu verificar como tenho motivos para ser grata.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Busquei meus amigos, abracei, beijei e me senti amada por eles. Conheci outros lugares, pessoas diferentes, h&aacute;bitos distintos dos meus&#8230; O resultado desta experi&ecirc;ncia foi a descoberta do que n&atilde;o consigo e nem quero ser, uma pessoa morna, &ldquo;antes frio do que morno&rdquo;. Quanto ao que quero me tornar, acredito que essa busca n&atilde;o ter&aacute; fim, estamos em constante muta&ccedil;&atilde;o, o nosso corpo muda a cada dia, e n&atilde;o pode ser diferente com a nossa mente. Estou ansiosa para chegar aos 30 e ver o quanto melhorei, aos 40 e ver como &eacute; lidar com a lei da gravidade, aos 50 e j&aacute; est&aacute; mais conformada com &ldquo;a maldita&rdquo;, aos 60, 70, 80 e at&eacute; quando Deus me permitir, estarei viva e sorrindo. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">H&aacute; tra&ccedil;os da minha personalidade que nunca mudar&atilde;o, mas sei que posso melhorar em muitos aspectos. Que tal parar de fazer interpreta&ccedil;&otilde;es das palavras e situa&ccedil;&otilde;es? Ou quem sabe parar de esperar o amor das pessoas. Que tal plantar flores, ao inv&eacute;s de esperar que algu&eacute;m as traga? Ligar pode ser bem melhor do que esperar a chamada. Estar sozinha nem sempre &eacute; estar triste, e tamb&eacute;m pode ser uma op&ccedil;&atilde;o. Que tal parar de esperar compreens&atilde;o?</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Hoje sei que tenho valores fundamentais, que n&atilde;o mudar&atilde;o de jeito nenhum. O meu amor pelo meu Criador, a minha gratid&atilde;o por tudo que Ele fez na minha vida, o meu desejo de sempre fazer a Sua vontade e o anseio de passar a minha eternidade com Ele, nunca vai passar. A minha fam&iacute;lia sempre ser&aacute; o meu porto seguro. Os meus amigos sempre estar&atilde;o dispon&iacute;veis, basta que eu ligue. O meu cachorro vai balan&ccedil;ar o rabo cheio de alegria, sempre que eu chegar em casa. Eu sempre vou acreditar no amor, na amizade, e sempre vou adorar dar e receber carinho. Descobri que n&atilde;o sou mas jovem e adorei!</font></p>
<p class="western" align="justify"> </p>
<p class="western" align="center"><font face="Arial, sans-serif"><em><strong>Karla Correa</strong></em></font></p>
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		<title>Juventude idiota</title>
		<link>http://karlacorrea.my1blog.com/2008/07/22/juventude-idiota/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 21:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karlatitude</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[&#160;
N&#227;o gostaria de ser redundante e voltar a falar sobre o tema do meu &#250;ltimo texto, entretanto, continuo me surpreendendo com a sabedoria que adquirimos como o passar dos anos, e como nos tornamos mais corajosos. N&#227;o sei se voc&#234; j&#225; percebeu, caro leitor, mas os jovens s&#227;o t&#237;midos. 
Quando somos jovens temos vergonha do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;<br />
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">N&atilde;o gostaria de ser redundante e voltar a falar sobre o tema do meu &uacute;ltimo texto, entretanto, continuo me surpreendendo com a sabedoria que adquirimos como o passar dos anos, e como nos tornamos mais corajosos. N&atilde;o sei se voc&ecirc; j&aacute; percebeu, caro leitor, mas os jovens s&atilde;o t&iacute;midos. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Quando somos jovens temos vergonha do nosso corpo, da fam&iacute;lia que temos, de falar em p&uacute;blico ent&atilde;o, nem se fala. A inexperi&ecirc;ncia faz com que nos fechemos em um casulo, e poucos s&atilde;o os que conseguem abandon&aacute;-lo a ponto de aproveitar uma juventude &ldquo;sem vergonha&rdquo;. Temos medo do que v&atilde;o achar do nosso cabelo, roupa, t&ecirc;nis. E pra que ousar abrir a boca? Certamente vou falar alguma besteira. A id&eacute;ia de algu&eacute;m rir da gente &eacute; apavorante.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Certa vez, estava garimpando em uma livraria e me deparei com um livro cujo t&iacute;tulo era algo assim: ria de si mesmo antes que algu&eacute;m ria de voc&ecirc;. N&atilde;o comprei o livro, mas talvez esse seja um bom caminho pra perder o medo, a vergonha, a timidez. Ria de si mesmo. Caiu, sorria. Falou que a capital da Argentina &eacute; Quito, ria. Qual &eacute; mesmo a capital da Argentina? Vestiu a roupa do lado avesso? Ria da sua loucura, da sua displic&ecirc;ncia, incoer&ecirc;ncia, insensatez, simplesmente sorria.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Esta semana conheci um senhor de 73 anos, advogado, investido da miss&atilde;o de defender um homem que havia matado o pr&oacute;prio tio a facadas. &Aacute;rdua tarefa, n&atilde;o &eacute; mesmo? N&atilde;o era o que parecia. Em duas horas de discurso, ele falou o que vinha a sua cabe&ccedil;a, enquanto o r&eacute;u devia n&atilde;o acreditar que tudo aquilo fazia parte da sua defesa, o senhor de cabecinha branca declamou poemas, citou Fernando Pessoa, Manoel Bandeira, falou de como queria que fosse seu vel&oacute;rio, chegou a brincar com sua pr&oacute;pria morte. Ele n&atilde;o tinha medo de falar. Falou o que quis e as pessoas ao redor que se envergonhavam por ele, enquanto ele provava a gostosa sensa&ccedil;&atilde;o de rir de si mesmo. </font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Acabo de chegar aula de dan&ccedil;a e enquanto dirigia de volta para casa lembrei-me de uma frase dita pelo nobre advogado. &ldquo;N&atilde;o &eacute; a bebida que faz o homem dan&ccedil;ar, e sim o batido de coxa da mulher amada&rdquo;. Que absurdo! Que termos! Um advogado! Um senhor de 73 anos! Juventude est&uacute;pida! Ele s&oacute; queria dizer que para dan&ccedil;ar &eacute; preciso fechar os olhos, sentir a m&uacute;sica, o cora&ccedil;&atilde;o bater e se entregar. Para dan&ccedil;ar &eacute; preciso estar feliz. Pra viver tamb&eacute;m.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Uma das minhas maiores frustra&ccedil;&otilde;es foi ter deixado a dan&ccedil;a em 1998. Como eu amava aquelas aulas de balet. Alongaaaar, postura, alongaaaar. Analisar calmamente cada movimento. M&atilde;os, bra&ccedil;os, pernas, tronco ereto, respira&ccedil;&atilde;o sentida, inspira, expira. Ensaiar e ensaiar at&eacute; os membros inferiores entrarem em harmonia com os superiores, at&eacute; todos aqueles componentes virarem um conjunto, ensaiar at&eacute; o suor escorrer, at&eacute; o sorriso chegar.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">O sonho de continuar dan&ccedil;ando foi abortado pela necessidade de trabalhar. Desde ent&atilde;o, passei a dizer que assim que Mariana nascesse eu faria sua matr&iacute;cula na academia de dan&ccedil;a, sua primeira roupinha seria uma malha e o primeiro sapato uma sapatilha. Na verdade, eu queria realizar na minha descend&ecirc;ncia um sonho que era meu. E hoje eu me pergunto. Como aos 26 anos algu&eacute;m pode abrir m&atilde;o de um sonho t&atilde;o f&aacute;cil de ser realizado? F&aacute;cil porque n&atilde;o se tratava de querer ser uma bailarina profissional, mas de simplesmente dedicar tempo a fechar os olhos e se deixar levar pelo ritmo.</font></p>
<p class="western" align="justify"><font face="Arial, sans-serif">Ritmo acelerado, fren&eacute;tico, louco, &eacute; assim que vivemos. Num ritmo bem diferente do que gostar&iacute;amos, fazendo coisas por obriga&ccedil;&atilde;o e sem o menor sentido. Que tal n&atilde;o esperar chegar aos 73 pra ter coragem de dizer o que gostaria. Provavelmente nossos filhos ser&atilde;o mais felizes se n&atilde;o colocarmos em seus ombros o peso dos nossos sonhos n&atilde;o realizados. Afinal, eles ter&atilde;o trabalho suficiente pra realizar os pr&oacute;prios desejos. N&atilde;o espere chegar aos 26, n&atilde;o espere pela segunda-feira, n&atilde;o espere pelos seus netos. Ainda &eacute; poss&iacute;vel rodopiar numa pista de dan&ccedil;a, ou voc&ecirc; ser&aacute; que voc&ecirc; j&aacute; morreu?</font></p>
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<p class="western" align="center"><font face="Arial, sans-serif">Karla Correa</font></p>
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